Por que o desenvolvimento infantil é importante?

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Crianças, naturalmente, têm alterações de humor e de emoções com grande frequência. Elas possuem um alto nível de energia a ser gasto durante o dia e, não entendendo como o mundo funciona, podem se frustrar facilmente.

Lidar com essas alterações normais das etapas de crescimento é um trabalho conjunto da família e da criança. Por isso, trabalhar o desenvolvimento emocional infantil é o melhor caminho para que a criança tenha mais flexibilidade e equilíbrio de seus sentimentos e ações.

Pensando sobre isso, selecionamos o que você mais precisa saber para começar já a trabalhar o desenvolvimento emocional do seu filho. Confira!

Entenda o desenvolvimento emocional infantil

O desenvolvimento emocional da criança é um trabalho diário que os pais devem fazer com seus filhos, com a finalidade de fazê-los ter mais maturidade (sempre adequada à sua idade) no seu dia a dia e de aprender lições que poderão ser usadas para o resto de suas vidas.

Esse trabalho tem alguns objetivos a serem alcançados, como: autoconfiança, perda de medos, autocontrole de emoções, autoimagem, relacionamentos, entre outros. No entanto, os objetivos surgirão conforme a criança avance e as situações ocorram em suas vidas.

Saiba os benefícios de uma criança equilibrada

Um mito que pode cercar o trabalho de desenvolvimento emocional infantil é que ele torna as crianças em espécies de “robôs” ou que se perde a infância em prol de ter alguém moldado e sem os comportamentos naturais infantis. Isso não é verdade.

A inteligência emocional pode ajudar seu filho a ter uma saúde mental mais estabilizada desde sua primeira infância; e uma criança que possui maior capacidade de entender e lidar com seus sentimentos, terá muitos benefícios na vida adulta. Veja alguns exemplos deles:

  • desenvolver o autoconhecimento;
  • saber ouvir mais e se comunicar;
  • ter melhor rendimento escolar;
  • ter mais empatia;
  • não ficar emburrado por muito tempo;
  • ser menos individualista;
  • ter menos egoísmo;
  • aceitar mudanças e perdas.

Trabalhe a inteligência emocional

Antes de mais nada é necessário deixar claro que a inteligência emocional não deve ser trabalhada somente com a criança, mas com todas as outras pessoas da família, especialmente aquelas que vivem nas casas onde a criança passa a maior parte do seu tempo.

A criança age de acordo com aquilo que o ambiente em que ela está inserida a proporciona, seja a própria casa ou a escola. Assim, do mesmo modo que um bebê aprende a falar a partir do convívio com outros seres humanos falantes, todas as suas atitudes se baseiam na observação dos pais e dos familiares.

No aspecto emocional não poderia ser diferente. Desde cedo, os pequenos tendem a repetir o padrão que percebem. Por exemplo, crianças criadas por pais explosivos e impacientes tendem a reagir da mesma maneira.

Assim, o perfil daqueles que são responsáveis por criar a criança é decisivo para o desenvolvimento de seu lado emocional. Por isso, trabalhar com seu filho os passos abaixo ajudará você e sua família a terem essa inteligência também:

Nomeie sentimentos

Aprenda a nomear seus próprios sentimentos e saiba explicar mais e melhor os motivos de ter essas emoções.

A comunicação é uma das habilidades emocionais mais importantes que o seu pequeno deve desenvolver. Aprender a formular frases que expliquem com clareza a maneira como ele se sente é fundamental para desenvolver maturidade nas relações.

Entenda os próprios sentimentos

Nos primeiros anos de vida a criança tem a missão de entender os próprios sentimentos. Compreender o que ela gosta e não gosta e qual a razão para essa preferência é fundamental para que ela se enxergue como ser humano no ambiente em que está inserida.

Entender suas próprias emoções é o primeiro passo para respeitá-las. Se respeitadas e colocadas em um campo menos subjetivo, ou seja, que possa ser compreendido e dominado, a criança aprende a lidar com muitas delas.

Além de todo o autoconhecimento que é adquirido a partir da compreensão dos próprios sentimentos, é a partir dele que a criança consegue se relacionar com o outro, compreendendo e respeitando as emoções do próximo.

Aceite as mudanças

Seu filho está crescendo e cada vez mais as mudanças acontecerão – e você precisa aceitá-las. Por isso, é fundamental ensinar seu pequeno a lidar com as mudanças que vão ocorrer no universo dele também.

Mudanças podem causar medo. O primeiro dia na escola, a prova para tirar a carteira da habilitação de motorista e o vestibular são alguns exemplos de mudanças que exigem coragem.

E para ensinar o seu pequeno a enfrentar as mudanças da vida, ajude-o a perceber que muitos desses medos estão apenas na nossa cabeça. Contar histórias sobre como um personagem fictício, com o mesmo medo do seu pequeno, enfrentou a situação e acabou tudo bem é uma maneira de encorajá-lo a aceitar desafios, ir atrás dos objetivos, aprender coisas novas e defender valores.

Saiba quando falar “não”

Falar “não”, em diversas situações, é importante. Pois é a partir dessas doses homeopáticas de recusas das suas vontades, que seu filho aprenderá a lidar com as frustrações e adversidades da vida, sem que isso o atrapalhe.

Alguns pais podem se sentir culpados ao negar os pedidos dos filhos, mas os inocentes “nãos”, como “hora de ir embora”, “não toque nisso” e “esse brinquedo é caro demais”, servem para prepará-lo para os “nãos” dos futuros chefes e parceiros afetivos.

Pequenos que sabem lidar com frustrações, se tornam mais resilientes ao longo da vida, ou seja, se tornam capazes de passar pelas dificuldades impostas e ainda fazer das mesmas fontes de aprendizado.

Ensine brincando

Na cabeça de uma criança, a hora de brincar é a melhor parte do dia. Reserve brincadeiras ou filmes em família, de modo que vocês tenham tempo para conversarem durante o momento juntos.

Tenha paciência no processo. Nem sempre seu filho responderá de forma positiva, imediatamente. O desenvolvimento emocional infantil é um hábito a ser criado, ou seja, pratique com paciência e não desista: ele pode ser aprendido em qualquer idade! Você sabia que muitas atitudes infantis podem ser resultado de medos? Leia sobre os medos infantis e aprenda a solucioná-los!

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